Tem uma semana que estou usando o Facebook, e vou ser sincera: estou detestanto. A começar por essa atitude fascista de não se ter liberdade de escolher o próprio nome. Aliás, atitudes como essa estão sendo cada vez mais comuns. Em nome de uma pretensa segurança, cerceia-se a liberdade humana. E o pior é que estamos permitindo (em muitos casos apoiando) isso.
Atualmente temos não apenas menos liberdade, como menos privacidade. E o pouco que nos resta de ambas diminui a cada dia. Pra vocês pode ser tudo muito natural. Mas pra mim, estão mexendo com alguns dos meus principais valores, coisas em que acredito profundamente. E não é possível compactuar.
Com relação ao nome, quando entro na minha página pessoal vejo meu nome grafado como “Glória Lopes de”. E foi ao tentar corrigir que me deparei com essa máquina fascista chamada “suporte”: eles possuem o PODER SUPREMO pra impedir suas ações, e não existe nenhuma maneira de entrar em contato com eles e dialogar (nisso pelo menos o velho Orkut é mais honesto, já resolvi muitos problemas trocando emails com o suporte de lá). E é como eu disse antes, não vou compactuar com esse tipo de coisa.
Sim, eu sei que é um problema pequeno, mas é pelos detalhes que se chega ao todo. Se permitirmos esse tipo de coisa nos pequenos detalhes de nossas vidas, que futuro obscuro estaremos criando para nós e nossos filhos?
Portanto, é bem provável que eu comece a usar cada vez menos esse site de relacionamento. Ainda vou fazer algumas tentativas de me dar bem com ele, não sou de jogar a toalha assim tão fácil, mas se não der certo, viro as costas e vou embora. Entretanto, não vou desativar a conta, para evitar que amanhã ou depois apareça alguém usando meu nome por aí (roubo de identidade, outra praga de nossos dias).
Abraço fraterno a todos, e desculpem o desabafo.