Joaquim Pedro De Andrade / Adriana Calcanhotto
Para chatear os imbecis. para não ser aplaudido depois de seqüências dó de peito. para viver à beira do abismo. para correr o risco de ser desmascarado pelo grande público. para que conhecidos e desconhecidos se deliciem. para que os justos e os bons ganhem dinheiro, sobretudo eu mesmo. porque de outro jeito a vida não vale a pena. para ver e mostrar o nunca visto, o bem e o mal, o feio e o bonito. porque vi “simão no deserto”. para insultar os arrogantes e poderosos quando ficam como “cachorros dentro d’água” no escuro do cinema. para ser lesado em meus direitos autorais.
(do disco A Fábrica do Poema, 1994 – o post respeita a diagramação original do encarte do disco)